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Governo do Rio exonera comissionados em autarquia investigada por desvio de R$ 80 mi

ResumoO governo do Rio de Janeiro exonerou 30 ocupantes de cargos comissionados no Instituto Rio Metrópole (IRM). A autarquia é investigada por desvio de mais de R$ 80 milhões. A medida ocorreu após operação do Ministério Público que prendeu o ex-presidente do órgão e mais dois diretores.

O governo do Rio de Janeiro exonerou 30 ocupantes de cargos comissionados no Instituto Rio Metrópole (IRM), autarquia investigada por desvio de mais de R$ 80 milhões. A medida ocorre após operação do Ministério Público que prendeu o ex-presidente do órgão e mais dois diretores.

Bruno Tagliari Bruno Tagliari · Repórter de ciência e tech
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Governo do Rio exonera comissionados em autarquia investigada por desvio de R$ 80 mi
Foto: Imagem ilustrativa · Pingobox

O governo do Rio de Janeiro exonerou 30 ocupantes de cargos comissionados no Instituto Rio Metrópole (IRM), autarquia investigada por desvio de mais de R$ 80 milhões. A medida ocorre após operação do Ministério Público que prendeu o ex-presidente do órgão e mais dois diretores.

O governo do Rio de Janeiro exonerou nesta quarta-feira (22) 30 ocupantes de cargos comissionados do Instituto Rio Metrópole (IRM), autarquia estadual investigada por desvio de mais de R$ 80 milhões. A medida ocorre após operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que no último dia 9 prendeu gestores do órgão. Foram nomeados dois novos nomes para vagas deixadas por ex-diretores presos e substituídos mais dois diretores.

A autarquia tem funções como elaborar projetos nas áreas de mobilidade, saneamento, meio ambiente, tecnologia e habitação. As mudanças ocorrem desde que o secretário de Estado de Governo e secretário do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Roberto Lisandro Leão, assumiu interinamente a presidência do IRM.

O que diz a investigação do Ministério Público

Ao todo, o MPRJ denunciou 11 pessoas à Justiça pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e contratações e lavagem de dinheiro. De acordo com a denúncia apresentada à 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital, os acusados utilizaram contratos milionários firmados pelo IRM entre julho de 2022 e maio de 2026 para desviar recursos públicos.

Entre os presos estava o ex-presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê, e Maurício Silva Knoploch dos Santos, diretor de Planejamento e Projetos do IRM e integrante da Comissão Técnica de Licitação. Ele é pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL-RJ). Outro denunciado e detido é Franquis Dias Nepomuceno, diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado do IRM e delegado da Polícia Civil.

Suspensão de contratos e auditoria interna

Também foi determinada nesta quarta a suspensão do pagamento de contratos em andamento até a conclusão de uma auditoria interna, produzida por um grupo de trabalho com representantes do IRM e da Controladoria-Geral do Estado (CGE). O grupo terá prazo de 30 dias para analisar os contratos e apresentar as conclusões.

Reação do procurador-geral de Justiça

O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira, afirmou após a operação que há um ambiente institucional no estado voltado à corrupção. Isso talvez explique a situação de dificuldade financeira pela qual o estado passa há décadas, disse Moreira. Segundo ele, a investigação no Rio Metrópole envolve contrato no valor de R$ 80 milhões, e outros casos de superlativa gravidade também estão sendo objeto de investigação.

Para o procurador, o atual momento de integração institucional favorece o combate às irregularidades. Há hoje, no estado, um ambiente singular, com a chefia do Poder Executivo transitoriamente exercida pelo presidente do Tribunal de Justiça, magistrado de carreira. Isso tem possibilitado atuação integrada, mas com absoluta independência entre as instituições, no sentido de investigar crimes e atos de improbidade administrativa.

Perguntas Frequentes

Quantos comissionados foram exonerados no IRM?

Foram exonerados 30 ocupantes de cargos comissionados do Instituto Rio Metrópole.

Qual o valor do desvio investigado no IRM?

A investigação do Ministério Público aponta indícios de desvio de mais de R$ 80 milhões.

Quem são os presos na operação?

Entre os presos estão o ex-presidente Davi Perini Vermelho, o diretor Maurício Silva Knoploch dos Santos e o diretor Franquis Dias Nepomuceno.

O que foi suspenso no IRM?

Foi determinada a suspensão do pagamento de contratos em andamento até a conclusão de uma auditoria interna, com prazo de 30 dias.

Quem assumiu a presidência do IRM interinamente?

O secretário de Estado de Governo e secretário do GSI, Roberto Lisandro Leão, assumiu interinamente a presidência do IRM.

Quantas pessoas foram denunciadas pelo MP?

O Ministério Público estadual denunciou 11 pessoas à Justiça pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.

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Bruno Tagliari

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