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Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões: greve pode afetar transporte

ResumoRodoviários do Rio de Janeiro não chegaram a acordo com patrões sobre reajuste salarial e benefícios após nova rodada de negociação. A categoria pode paralisar atividades, afetando o transporte público na capital fluminense. O impasse persiste sem consenso, e próximos passos incluem assembleia para decidir sobre greve.

Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões após nova rodada de negociação. Sem consenso sobre reajuste salarial e benefícios, categoria pode paralisar atividades. Entenda os motivos do impasse e os próximos passos.

Paula Andrenni Paula Andrenni · Jornalista de geral
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Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões: greve pode afetar transporte
Foto: Imagem ilustrativa · Pingobox

Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões após nova rodada de negociação. Sem consenso sobre reajuste salarial e benefícios, categoria pode paralisar atividades. Entenda os motivos do impasse e os próximos passos.

Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões

Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões após a mais recente rodada de negociação, realizada nesta quarta-feira. O impasse mantém a categoria em estado de greve, com potencial de paralisar linhas de ônibus na capital e região metropolitana. A mobilização coloca em risco o deslocamento de milhões de passageiros que dependem do transporte público diariamente.

Por que rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões

A principal divergência está no reajuste salarial. Os trabalhadores pedem reposição da inflação medida pelo INPC, que acumulou alta de 4,6% nos últimos 12 meses, mais ganho real de 2%. As empresas, representadas pelo Rio Ônibus, oferecem 3,5% de reajuste, sem ganho real. A diferença de 3,1 pontos percentuais trava a negociação.

Outro ponto de conflito é o vale-alimentação. A categoria quer aumento de 10%, enquanto os patrões propõem 5%. Segundo o Sindicato dos Rodoviários, o valor atual de R$ 480 está defasado frente ao custo de vida na cidade. As empresas alegam que o setor ainda se recupera da queda de passageiros pós-pandemia, que reduziu a arrecadação em cerca de 20%.

Reivindicações da categoria

Além do reajuste, os rodoviários cobram:

  • Plano de saúde sem coparticipação para dependentes
  • Redução da jornada de 7h20 para 6h40, sem redução salarial
  • Fim das escalas com intervalo inferior a 12 horas entre turnos
  • Pagamento de horas extras a partir da 7ª hora trabalhada

O sindicato afirma que as condições atuais geram desgaste físico e risco de acidentes. Dados do Ministério do Trabalho indicam que motoristas de ônibus têm taxa de afastamento por LER/DORT 30% maior que a média dos trabalhadores urbanos.

Posição das empresas

O Rio Ônibus, sindicato patronal, diz que a proposta de 3,5% é o limite viável. Em nota, a entidade afirma que o setor acumula prejuízos desde 2020, com queda de 35% na demanda de passageiros. As empresas também apontam aumento de 40% nos custos com diesel e pneus no último ano.

O presidente do Rio Ônibus, João Carlos de Souza, declarou que "a situação financeira não permite reajuste acima da inflação sem comprometer a operação". A entidade propôs ainda a criação de uma comissão para revisar o modelo de subsídio municipal, mas o sindicato dos rodoviários rejeitou a vinculação entre os temas.

Mediação frustrada

A negociação contou com mediação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 1ª Região. Em audiência de conciliação, o desembargador sugeriu reajuste de 4%, com ganho real de 0,5% e vale-alimentação de R$ 500. A proposta foi recusada por ambos os lados. Os patrões alegaram que o índice inviabiliza o caixa; os trabalhadores consideraram insuficiente.

O TRT convocou nova audiência para a próxima terça-feira. Se não houver acordo, a categoria pode deflagrar greve por tempo indeterminado a partir de quinta-feira. A paralisação afetaria 10 mil rodoviários e 4,5 mil ônibus municipais e intermunicipais.

Impactos na mobilidade

Caso a greve seja confirmada, a Prefeitura do Rio estuda plano de contingência com reforço de vans e BRT. A Secretaria Municipal de Transportes estima que 3 milhões de passageiros seriam afetados por dia. Linhas de integração com trens e metrô podem sofrer sobrecarga.

O Sindicato dos Rodoviários orienta a categoria a manter os veículos nas garagens a partir de 0h do dia da paralisação. A orientação é de que apenas 30% da frota opere em horário de pico, como determina a lei de greve para serviços essenciais.

Perguntas Frequentes

O que acontece se rodoviários do Rio não chegam a acordo?

A categoria pode entrar em greve por tempo indeterminado, paralisando linhas de ônibus municipais e intermunicipais.

Quando pode começar a greve dos rodoviários no Rio?

A greve pode ser deflagrada a partir de quinta-feira, caso não haja acordo na audiência de terça-feira no TRT.

Quais linhas de ônibus podem parar?

Todas as linhas municipais e intermunicipais operadas por empresas filiadas ao Rio Ônibus, incluindo as que ligam a capital a Niterói, Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São Gonçalo.

O que os rodoviários estão pedindo?

Reajuste salarial de 6,6% (inflação + 2% real), aumento de 10% no vale-alimentação, redução de jornada e plano de saúde para dependentes.

O que as empresas oferecem?

Reajuste de 3,5% e aumento de 5% no vale-alimentação, sem redução de jornada ou mudança no plano de saúde.

A Prefeitura pode intervir?

A Prefeitura pode decretar serviço mínimo obrigatório e acionar a Justiça para garantir circulação de 30% da frota em horários de pico.

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