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Trabalhadores informais fazem novo ato contra programa Tolerância Zero no Rio

ResumoTrabalhadores informais do Rio de Janeiro realizaram quarto ato consecutivo em frente ao Hotel Fasano, em Ipanema, contra o programa Tolerância Zero da Prefeitura. Camelôs e vendedores ambulantes protestam contra a repressão e a falta de diálogo sobre a regulamentação do comércio de rua na cidade.

Camelôs, vendedores ambulantes e trabalhadores informais voltaram a se reunir neste sábado (19) em frente ao Hotel Fasano, em Ipanema, para protestar contra o programa Tolerância Zero, da Prefeitura do Rio de Janeiro. O ato é o quarto consecutivo da categoria e ocorre um dia após

Gustavo Sequeira Gustavo Sequeira · Repórter de inovação
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Trabalhadores informais fazem novo ato contra programa Tolerância Zero no Rio
Foto: Imagem ilustrativa · Pingobox

Camelôs, vendedores ambulantes e trabalhadores informais voltaram a se reunir neste sábado (19) em frente ao Hotel Fasano, em Ipanema, para protestar contra o programa Tolerância Zero, da Prefeitura do Rio de Janeiro. O ato é o quarto consecutivo da categoria e ocorre um dia após

Trabalhadores informais fazem novo ato contra programa Tolerância Zero no Rio

Camelôs, vendedores ambulantes e trabalhadores informais voltaram a se reunir neste sábado (19), em frente ao Hotel Fasano, em Ipanema, para mais um protesto contra o programa Tolerância Zero, da Prefeitura do Rio de Janeiro, que intensificou a fiscalização do comércio ambulante na orla da zona sul.

A manifestação é o quarto ato consecutivo realizado pela categoria esta semana e ocorre um dia após o Ministério Público Federal (MPF) pedir à Justiça a suspensão do programa.

Com panelas, apitos, tambores e palavras de ordem como "Unidos podemos trabalhar", os ambulantes pretendem chamar atenção para o que classificam como criminalização da categoria e cobrar abertura de uma mesa de negociação com a prefeitura.

O que dizem os trabalhadores

A coordenadora do Movimento Unido dos Camelôs (Muca), Maria de Lourdes do Carmo, conhecida como Maria dos Camelôs, garantiu que as mobilizações continuarão "enquanto não houver diálogo".

"Vai ter ato todos os dias. As pessoas já estão se organizando para voltar às ruas. Esse é o quarto dia seguido de manifestação, além da mobilização da semana passada. A gente não vai abaixar a cabeça diante da criminalização que estão fazendo com a categoria", disse.

Segundo Maria, os trabalhadores defendem o ordenamento do comércio ambulante, mas reivindicam que o município diferencie vendedores informais de organizações criminosas e avance na regularização de quem aguarda autorização para trabalhar.

"Nossa reivindicação é simples, queremos trabalhar. Somos favoráveis ao ordenamento e ao combate às irregularidades, mas não aceitamos que toda a categoria seja tratada como criminosa. Há trabalhadores esperando há anos pela licença da prefeitura. É preciso abrir esse diálogo e garantir o direito ao trabalho", afirmou.

O papel do MPF

Na sexta-feira (18), o Ministério Público Federal ajuizou uma ação civil pública pedindo a suspensão imediata do programa Tolerância Zero. O órgão sustenta que a prefeitura implantou uma política permanente de fiscalização da orla sem observar as normas federais que disciplinam a gestão das praias e bens da União.

O MPF também pede que a União e o município elaborem, em conjunto, um plano para compatibilizar o ordenamento urbano, o combate ao crime organizado e a proteção dos direitos dos trabalhadores ambulantes.

Para o procurador regional adjunto dos Direitos do Cidadão Julio Araujo, a medida foi implementada sem diálogo com a União, sem participação da sociedade e sem a apresentação de alternativas para a regularização dos milhares de ambulantes que dependem da atividade para garantir renda.

Resposta da prefeitura

Após a ação do MPF, o prefeito em exercício, Eduardo Cavaliere, afirmou, em publicação nas redes sociais, que o programa será mantido. Ele classifica o pedido do Ministério Público como uma "absoluta inversão de valores" e defendeu que a prefeitura tem competência constitucional para atuar no ordenamento urbano e no combate às estruturas criminosas que exploram ilegalmente o comércio ambulante na orla.

Segundo Cavaliere, a fiscalização busca enfrentar organizações ligadas ao crime organizado e garantir a autoridade do poder público sobre o espaço urbano.

Próximos passos do movimento

Maria dos Camelôs criticou a resposta do prefeito e disse que o movimento considera insuficiente a ausência de diálogo com a categoria. "A resposta do prefeito foi desrespeitosa com o Ministério Público e com o procurador Julio Araujo. Além disso, continua sem abrir uma mesa de negociação com os trabalhadores e segue criminalizando um setor importante", disse.

A coordenadora afirmou que o movimento pretende ampliar a articulação institucional nas próximas semanas. Representantes da categoria iniciaram contatos com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e pretendem levar as reivindicações ao governo federal.

"Nosso próximo passo é fazer uma denúncia ao governo federal. Já começamos a conversar com a SPU e queremos tratar diretamente desse assunto com o governo. Queremos um cessar-fogo nesta guerra entre a prefeitura e os trabalhadores", disse.

Perguntas Frequentes

O que é o programa Tolerância Zero?

É um programa da Prefeitura do Rio de Janeiro que intensificou a fiscalização do comércio ambulante na orla da zona sul.

Por que os trabalhadores informais estão protestando?

Eles classificam a fiscalização como criminalização da categoria e cobram abertura de uma mesa de negociação com a prefeitura para regularização.

O que o MPF pediu?

O Ministério Público Federal ajuizou uma ação civil pública pedindo a suspensão imediata do programa, alegando que a prefeitura não observou normas federais sobre gestão de praias e bens da União.

A prefeitura vai suspender o programa?

O prefeito em exercício, Eduardo Cavaliere, afirmou que o programa será mantido e defendeu a competência constitucional da prefeitura para atuar no ordenamento urbano.

Qual o próximo passo dos trabalhadores?

O movimento iniciou contatos com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e pretende levar as reivindicações ao governo federal.

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