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Criminosos usam ônibus em barricadas no Rio: 18 coletivos

ResumoCriminosos no Rio de Janeiro usaram 18 ônibus como barricadas em Cascadura, Zona Norte, durante retaliação a uma operação da Polícia Militar. Quatro suspeitos foram presos e um morreu. A ação interrompeu transporte, escolas e serviços de saúde, gerando transtornos à população local.

Criminosos atravessaram 18 ônibus em ruas de Cascadura, na Zona Norte do Rio, em retaliação a uma operação da Polícia Militar. Quatro suspeitos foram presos; um morreu. Transporte, escolas e saúde sentem os reflexos.

Paula Andrenni Paula Andrenni · Jornalista de geral
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Criminosos usam ônibus em barricadas no Rio: 18 coletivos
Foto: Imagem ilustrativa · Pingobox

Criminosos atravessaram 18 ônibus em ruas de Cascadura, na Zona Norte do Rio, em retaliação a uma operação da Polícia Militar. Quatro suspeitos foram presos; um morreu. Transporte, escolas e saúde sentem os reflexos.

Criminosos atravessaram 18 ônibus em ruas de Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro, em retaliação a uma operação da Polícia Militar realizada na manhã desta quarta-feira (26) nas comunidades do Campinho e do Fubá. A ação conjunta das equipes do 9° Batalhão de Polícia Militar (Rocha Miranda) e do 18° BPM (Jacarepaguá) resultou na prisão de quatro suspeitos.

Criminosos atravessaram 18 ônibus em ruas de Cascadura, na Zona Norte do Rio, em retaliação a uma operação da Polícia Militar. A ação ocorreu na manhã desta quarta-feira (26) e resultou na prisão de quatro suspeitos. Um quinto foi atingido e socorrido; um sexto morreu.

O comando da operação informou que homens armados entraram em confronto com as equipes e fugiram para uma região de mata. A polícia afirma que "um quinto [suspeito] foi atingido e socorrido ao Hospital Estadual Carlos Chagas e um sexto teria sofrido uma parada cardíaca e não resistiu".

De acordo com o Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro (Rio Ônibus), coletivos usados no transporte urbano foram atravessados nas ruas Clarimundo de Melo e Ernani Cardoso, em Cascadura, e também na Avenida Dom Hélder Câmara. No início desta tarde, havia 33 linhas de ônibus que passam na região com itinerário impactado.

Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Militar (SEPM), o objetivo dos criminosos era "desmobilizar a atuação das equipes", que reprimiam uma facção criminosa que atua nas comunidades do Campinho, do Fubá, do Morro do 18, da Praça Seca e diversas outras de Jacarepaguá. Foram apreendidos uma pistola, uma granada, um rádio comunicador, seis carregadores de fuzis, um carregador de pistola e quantidade de entorpecentes a serem contabilizado, completou a secretaria.

O policiamento foi reforçado com equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq), do Batalhão Tático de Motociclistas (BTM), do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE) e do 3º BPM (Méier). Policiais do Recom também atuam nas regiões atingidas.

A Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro informou que, até 12h15, nenhuma escola da rede estadual precisou ser fechada em consequência dos conflitos na região. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, as unidades escolares na região das comunidades do Fubá e do Campinho "atendem presencialmente" apesar do ocorrido.

No início da tarde, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio informou que uma unidade de atenção primária suspendeu o início do funcionamento nesta quarta-feira e avalia a possibilidade de abertura nas próximas horas. "Outras duas unidades mantêm o funcionamento, porém as atividades externas realizadas no território, como as visitas domiciliares, estão suspensas", completou. Já as unidades estaduais de saúde, conforme a Secretaria de estado, funcionam normalmente.

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