Operação no Rio desarticula esquema de desvio de combustível: entenda
A Polícia Federal desarticulou um esquema de desvio de combustível no Rio de Janeiro. A operação mirava organização criminosa que furtava cargas e adulterava produtos. Entenda como funcionava a fraude e quais os impactos no mercado.
A Polícia Federal desarticulou um esquema de desvio de combustível no Rio de Janeiro. A operação mirava organização criminosa que furtava cargas e adulterava produtos. Entenda como funcionava a fraude e quais os impactos no mercado.
A Polícia Federal deflagrou operação para desarticular esquema de desvio de combustível no Rio de Janeiro. A organização criminosa furtava cargas, adulterava o produto e revendia sem nota fiscal, causando prejuízo milionário. A operação cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em endereços ligados ao grupo.
A investigação, que durou cerca de oito meses, revelou que o esquema atuava em pelo menos três estados. O grupo desviava combustível de transportadoras e adulterava com solventes para aumentar o volume. O produto era então vendido a postos de gasolina por preço abaixo do mercado, sem emissão de nota fiscal.
Como funcionava o esquema de desvio
A organização criminosa contava com motoristas e funcionários de transportadoras para desviar as cargas. O combustível era levado para galpões clandestinos, onde era misturado com solventes e outros produtos químicos. A adulteração permitia aumentar o volume e, consequentemente, o lucro do grupo.
Depois de adulterado, o combustível era vendido para postos de gasolina, principalmente na região metropolitana do Rio. Os postos compravam por valor menor que o de mercado, sem nota fiscal, e revendiam como se fosse produto regular. A sonegação fiscal e o prejuízo às distribuidoras eram o principal dano.
Prejuízo estimado e impacto no mercado
A Polícia Federal estima que o esquema movimentou cerca de R$ 50 milhões nos últimos dois anos. O valor inclui o combustível desviado, os impostos sonegados e o lucro obtido com a adulteração. O impacto no mercado de combustíveis do Rio é significativo, já que a fraude distorce a concorrência.
Distribuidoras legais perdem vendas para postos que compram produto adulterado e mais barato. O consumidor final também é prejudicado, pois o combustível adulterado danifica motores e aumenta o consumo. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) já foi acionada para fiscalizar os postos envolvidos.
A operação e os próximos passos
A operação cumpriu 12 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão em endereços no Rio, São Paulo e Minas Gerais. Os presos serão indiciados por formação de quadrilha, furto, adulteração de produto e sonegação fiscal. A Polícia Federal investiga também a participação de outros envolvidos.
A investigação deve continuar para identificar outros postos que compravam o combustível adulterado. A ANP e a Receita Federal acompanham o caso para calcular o prejuízo fiscal exato. O mercado de combustíveis do Rio deve sentir os efeitos da operação nos próximos meses.
Como identificar combustível adulterado
O consumidor pode identificar combustível adulterado por alguns sinais: o carro pode apresentar falhas na aceleração, aumento no consumo e cheiro forte de solvente. Postos que vendem combustível muito abaixo do preço de mercado também são suspeitos. A ANP recomenda que o consumidor denuncie irregularidades pelo telefone 0800 970 0267 como denunciar adulteração de combustível.
Perguntas Frequentes
A operação prendeu quantas pessoas?
Foram cumpridos 12 mandados de prisão contra integrantes da organização criminosa.
Qual o valor do prejuízo estimado?
A Polícia Federal estima que o esquema movimentou cerca de R$ 50 milhões.
O esquema atuava em quais estados?
A investigação apontou atuação no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.
O que acontece com os postos que compravam o combustível?
A ANP fiscaliza os postos envolvidos, que podem ser multados e perder a licença.
Como denunciar suspeita de adulteração?
O consumidor pode ligar para 0800 970 0267 ou acessar o site da ANP.