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Regulamentação de "carro voador" avança com regras sobre ruído da ANAC

ResumoA Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) avançou na regulamentação de "carro voador" ao colocar em consulta pública critérios técnicos de ruído para o Eve 100, da Eve/Embraer. O som emitido a 150 metros de altura deve atingir cerca de 15 decibéis, similar a um sussurro, representando um marco para o setor.

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) colocou em consulta pública os critérios técnicos de ruído para o Eve 100, modelo de "carro voador" da Eve/Embraer. O som emitido a 150 metros do chão deve chegar a cerca de 15 decibéis, similar a um sussurro. A medida é um marco para a

Bruno Tagliari Bruno Tagliari · Repórter de ciência e tech
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Regulamentação de "carro voador" avança com regras sobre ruído da ANAC
Foto: Imagem ilustrativa · Pingobox

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) colocou em consulta pública os critérios técnicos de ruído para o Eve 100, modelo de "carro voador" da Eve/Embraer. O som emitido a 150 metros do chão deve chegar a cerca de 15 decibéis, similar a um sussurro. A medida é um marco para a

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) deu mais um passo concreto na regulamentação dos chamados "carros voadores". Os critérios técnicos para testes e parâmetros de ruído em voo do Eve 100, modelo de veículo elétrico de decolagem e pouso vertical (eVTOL) em desenvolvimento pela Eve/Embraer, estão em consulta pública até o próximo dia 8. A proposta foi publicada pelo setor de programas de certificação da agência.

O documento estabelece que, em condições ideais de viagem, o som emitido pelo veículo a 150 metros do chão deve chegar aos usuários a cerca de 15 decibéis, um nível comparável ao de um sussurro. Este é o primeiro processo de certificação ambiental para eVTOLs no país, e a medida é considerada um passo necessário para a liberação das primeiras viagens comerciais, previstas ainda nesta década.

O que muda com a consulta pública da ANAC

A consulta pública é o mecanismo pelo qual a ANAC coleta contribuições da sociedade e do setor antes de finalizar uma norma. No caso do Eve 100, os critérios de ruído são um dos últimos grandes marcos regulatórios antes da certificação final. A agência busca alinhar os parâmetros brasileiros com padrões internacionais, garantindo que o equipamento possa operar em áreas urbanas sem gerar poluição sonora significativa.

A proposta detalha que o ruído máximo permitido será medido a partir de uma altitude de 150 metros, simulando condições reais de voo sobre cidades. O valor de 15 decibéis é considerado baixo, para comparação, uma conversa normal em ambiente silencioso gira em torno de 40 a 60 decibéis. Isso significa que, do solo, o "carro voador" seria praticamente imperceptível auditivamente.

A certificação ambiental e o futuro dos eVTOLs

A certificação ambiental para veículos elétricos de decolagem e pouso verticais é inédita no Brasil. Até então, a ANAC tratava apenas de aeronaves convencionais, que seguem regras diferentes de emissão de ruído. Com a entrada dos eVTOLs, a agência precisou criar uma estrutura específica, considerando que esses veículos operarão em baixa altitude e em áreas densamente povoadas.

Executivos da Eve celebraram o avanço. Johann Bordais, CEO da Eve, afirmou que a publicação da proposta de critérios de ruído pela ANAC é um marco importante no desenvolvimento e na certificação do Eve 100. "Valorizamos a liderança da ANAC e sua abordagem colaborativa no desenvolvimento de uma estrutura adaptada a esta aeronave de tecnologia emergente", disse Bordais, em comunicado. "Essa iniciativa apoia a introdução segura e responsável das operações de eVTOL para a mobilidade urbana, ao mesmo tempo em que promove o alinhamento regulatório internacional."

Investidores e acordos comerciais

Apesar de ainda em desenvolvimento, o equipamento começa a atrair a atenção de investidores, em parte pelo apelo ambiental da matriz energética elétrica. No mesmo dia 19, a Eve anunciou a assinatura de um acordo de intenção de compra de 30 aeronaves elétricas com a empresa Moov. As aeronaves serão voltadas para o atendimento da indústria do turismo e mobilidade regional em Cabo Verde.

O acordo indica que, mesmo antes da certificação final, já há demanda concreta por esses veículos, especialmente em rotas regionais e turísticas. A expectativa do setor é que, com a regulamentação de ruído e outras normas ambientais, as primeiras operações comerciais comecem ainda nesta década.

Próximos passos da regulamentação

A consulta pública sobre os critérios de ruído do Eve 100 fica aberta até o dia 8. Após o período de contribuições, a ANAC analisará as sugestões e publicará a versão final da norma. Esse documento será parte do pacote de certificação que a Eve precisará obter para iniciar as operações comerciais.

Além do ruído, outros aspectos técnicos ainda estão em discussão, como requisitos de segurança para pousos e decolagens em áreas urbanas, integração com o espaço aéreo controlado e procedimentos de emergência. A ANAC tem sinalizado que pretende manter um diálogo constante com fabricantes e operadores para ajustar as regras à medida que a tecnologia amadurece.

Perguntas Frequentes

Qual é o nível de ruído previsto para o Eve 100?

O documento da ANAC prevê que o som emitido pelo veículo a 150 metros do chão chegue a cerca de 15 decibéis, similar a um sussurro.

Quando as primeiras viagens de "carro voador" devem começar?

As primeiras viagens comerciais estão previstas ainda nesta década, segundo executivos da Eve.

Quem está desenvolvendo o Eve 100?

O modelo é desenvolvido pela Eve, empresa do grupo Embraer, em parceria com a ANAC para certificação.

O que é a consulta pública da ANAC?

É um período de 30 dias (até o dia 8) em que a agência coleta contribuições da sociedade sobre os critérios técnicos de ruído para o Eve 100.

A Eve já vendeu aeronaves?

Sim. A Eve anunciou um acordo de intenção de compra de 30 aeronaves com a empresa Moov, para operações em Cabo Verde.

A certificação ambiental é obrigatória?

Sim. É um passo necessário para a liberação das operações comerciais, garantindo que o veículo atenda a padrões de ruído e emissões.

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