Rodoviários do Rio entram em greve por tempo indeterminado: impactos
Rodoviários do Rio entram em greve por tempo indeterminado nesta quarta-feira. Categoria reivindica reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Paralisação afeta todas as linhas municipais e intermunicipais da capital fluminense.
Rodoviários do Rio entram em greve por tempo indeterminado nesta quarta-feira. Categoria reivindica reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Paralisação afeta todas as linhas municipais e intermunicipais da capital fluminense.
Rodoviários do Rio entram em greve por tempo indeterminado
Rodoviários do Rio entram em greve por tempo indeterminado nesta quarta-feira, 15 de julho de 2026. A paralisação, decidida em assembleia na noite de terça-feira, afeta todas as linhas de ônibus municipais e intermunicipais da capital fluminense. A categoria reivindica reajuste salarial de 12% e melhores condições de trabalho. A prefeitura do Rio informou que acionou a Justiça para garantir 70% da frota em circulação.
Motivos da greve dos rodoviários no Rio
A greve foi deflagrada após o fim do prazo para negociação entre o Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro e o Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro (Rio Ônibus). A categoria pede reajuste salarial de 12%, reposição de perdas inflacionárias e aumento no valor do tíquete alimentação.
Segundo o Sindicato dos Rodoviários, a última proposta patronal foi de 4,5% de reajuste, considerada insuficiente pela categoria. A inflação acumulada nos últimos 12 meses, medida pelo IPCA, foi de 4,2% em maio de 2026 (IBGE, IPCA mensal, mai/2026).
Reivindicações da categoria
- Reajuste salarial de 12%
- Aumento do tíquete alimentação de R$ 480 para R$ 600
- Redução da jornada de trabalho de 7h20 para 7 horas
- Plano de saúde mais abrangente
- Fim das demissões por justa causa sem comprovação
Impactos na cidade do Rio de Janeiro
A paralisação afeta diretamente cerca de 4 milhões de passageiros que utilizam o sistema de ônibus diariamente na capital fluminense. As principais estações de integração, como a Rodoviária Novo Rio e terminais como Alvorada e Gentileza, registraram filas e superlotação.
A prefeitura do Rio de Janeiro informou, por meio da Secretaria Municipal de Transportes, que acionou a Justiça do Trabalho para garantir a circulação de 70% da frota em horários de pico. A medida segue o precedente de greves anteriores, como a de 2024, quando a Justiça determinou multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento.
Linhas afetadas
Todas as 1.200 linhas municipais e intermunicipais operadas pelas empresas filiadas à Rio Ônibus estão paralisadas. As linhas do BRT também foram afetadas, já que os motoristas de ônibus articulados aderiram ao movimento.
O que dizem as empresas de ônibus
O Rio Ônibus, sindicato que representa as 42 empresas de transporte público da cidade, afirmou em nota que a proposta de 4,5% de reajuste é o limite financeiro possível diante da crise no setor. A entidade alega que o número de passageiros caiu 30% desde 2019, com a migração para aplicativos de transporte e trabalho remoto.
Segundo dados da Rio Ônibus, o sistema de ônibus do Rio transportava 4,5 milhões de passageiros por dia em 2019. Em 2025, esse número caiu para 3,2 milhões, uma redução de 28,9%.
Recomendações para passageiros
Enquanto a greve não termina, a orientação da prefeitura é buscar alternativas de transporte:
- MetrôRio: opera normalmente, com reforço de trens nos horários de pico
- VLT Carioca: mantém operação regular
- Barcas: conexão com Niterói e São Gonçalo funciona sem alterações
- Aplicativos de transporte: Uber e 99 operam com tarifa dinâmica em horários de maior demanda
- Bicicletas compartilhadas: sistema Bike Rio tem estações próximas a terminais
Histórico de greves de rodoviários no Rio
O Rio de Janeiro tem histórico de paralisações de rodoviários. Em 2024, uma greve de 48 horas paralisou 80% da frota e foi encerrada após acordo mediado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1). Em 2023, a categoria ficou parada por 5 dias, a maior greve dos últimos 10 anos.
A atual paralisação por tempo indeterminado é a primeira desde 2023. O TRT-1 já foi acionado para mediar o conflito e deve realizar audiência de conciliação ainda nesta quarta-feira.
Perguntas Frequentes
Quem está em greve no Rio de Janeiro?
Os rodoviários do Rio de Janeiro, motoristas e cobradores de ônibus municipais e intermunicipais, estão em greve por tempo indeterminado.
Por que os rodoviários entraram em greve?
A categoria reivindica reajuste salarial de 12%, aumento do tíquete alimentação e redução da jornada de trabalho, entre outras pautas.
Quais linhas de ônibus estão paradas?
Todas as 1.200 linhas municipais e intermunicipais operadas pelas empresas filiadas à Rio Ônibus estão paralisadas, incluindo o BRT.
O que a prefeitura está fazendo?
A prefeitura acionou a Justiça do Trabalho para garantir 70% da frota em circulação nos horários de pico e orienta passageiros a usarem alternativas como MetrôRio e VLT.
Quando a greve vai acabar?
Não há previsão. O TRT-1 agendou audiência de conciliação para hoje, mas as negociações seguem em aberto.
Como fica o BRT durante a greve?
O BRT também foi afetado, já que os motoristas de ônibus articulados aderiram ao movimento. A prefeitura recomenda usar o Metrô como alternativa.
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