Fila do INSS é zerada em agosto: entenda o que mudou
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou que a fila de atendimentos do INSS foi zerada em agosto. Redução gradual desde fevereiro, com novas medidas e mutirões, marca o fim da espera prolongada.
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou que a fila de atendimentos do INSS foi zerada em agosto. Redução gradual desde fevereiro, com novas medidas e mutirões, marca o fim da espera prolongada.
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou nesta quinta-feira (3) que a fila de espera por atendimento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi zerada em agosto. A declaração foi feita no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A marca representa o fim de uma espera que, em fevereiro, chegou a 3,12 milhões de pessoas.
A fila de espera por atendimento do INSS foi zerada em agosto, segundo o ministério. Desde fevereiro, o número de pedidos aguardando resposta caiu de forma gradativa: eram 3,12 milhões de pessoas na fila naquele mês, enquanto 1,17 milhão de novos pedidos foram abertos. Em julho, o total de aguardando era de 1,547 milhão. Em agosto, os novos pedidos superaram o número de pessoas na fila, o que levou à zeragem.
"Quando isso acontece, não temos uma fila. Temos um fluxo de atendimento. Deixou de existir uma fila para existir atendimento", explicou Queiroz. Ele comparou a situação a uma loja com 12 vendedores e 8 clientes: "Estamos com folga no atendimento por maior que seja a demanda".
O que explica a redução da fila
O Ministério da Previdência atribui a queda a uma combinação de medidas. Entre elas, a nomeação de novos servidores por concurso público, a ampliação do uso de telemedicina em 865 agências e a adoção da perícia médica documental. Nessa modalidade, o segurado não precisa ir a uma agência: basta enviar a documentação comprobatória.
Outro fator citado foi a realização de mutirões aos fins de semana e o pagamento de bônus para servidores que concluem tarefas acima das metas. Segundo o ministro, o plano de gerenciamento de benefícios foi responsável por 2 milhões de atendimentos extras somente em 2026.
O INSS recebe, atualmente, cerca de 1,3 milhão de pedidos por mês, o equivalente a 43 mil por dia. "É com esse gigante que lidamos", destacou Wolney Queiroz.
Tempo de espera cai, mas casos específicos seguem
Além da zeragem da fila, houve redução no tempo médio de espera por uma decisão sobre perícia. O prazo legal é de 45 dias, mas o instituto atingiu uma média de 34 dias. Ainda assim, o ministro e o secretário-executivo da pasta, Felipe Cavalcante, reconheceram que 224 mil pessoas aguardam há mais de 45 dias.
Esses casos são considerados específicos e envolvem pedidos especiais, como benefícios de prestação continuada (BPC) e aposentadorias. O presidente Lula afirmou que o objetivo é "humanizar a fila": "É a pessoa ter o tempo correto de dar entrada, esperar e receber o seu benefício".
O que esperar daqui para frente
A zeragem da fila não significa que novos pedidos deixarão de existir, mas que o INSS passou a atender em fluxo contínuo, sem acúmulo. A manutenção desse cenário depende da continuidade das medidas estruturais, como concursos e telemedicina. Ainda há o desafio de reduzir o grupo de 224 mil pessoas que esperam além do prazo legal, especialmente em benefícios de longa duração.
Para quem tem pedido em análise, a orientação é acompanhar o status pelo Meu INSS e manter a documentação atualizada. A redução no tempo médio para 34 dias, abaixo do limite legal, indica que a tendência é de respostas mais rápidas, mas casos complexos podem exigir prazos maiores.
Perguntas Frequentes
A fila do INSS foi realmente zerada?
Sim, segundo o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, a fila de espera por atendimento foi zerada em agosto. O anúncio foi feito em 3 de setembro, no Palácio do Planalto.
Quantas pessoas estavam na fila em fevereiro?
Em fevereiro, havia 3,12 milhões de pessoas aguardando atendimento no INSS. O número caiu gradualmente até chegar a 1,547 milhão em julho.
O que é a perícia médica documental?
É uma modalidade de perícia em que o segurado não precisa ir a uma agência do INSS. Basta enviar a documentação comprobatória para análise.
Ainda há pessoas esperando mais de 45 dias?
Sim, 224 mil pessoas aguardam o resultado de perícias por prazo superior a 45 dias. São casos específicos, como BPC e aposentadorias.
Qual é o tempo médio de espera por uma perícia atualmente?
O tempo médio atingido pelo INSS é de 34 dias, abaixo do prazo legal de 45 dias.